terça-feira, 2 de março de 2010

A Maquina do Tempo

Um bom filme me fascina. Olhar os efeitos visuais dos filmes antigos é tão maravilhoso quanto ver os que hoje são lançados em 3D.

Fico extasiado quando pego um filme antigo o qual assisti em uma Sessão da Tarde quando era criança. As vezes sinto cheiro da infância e lembro os temores, sonhos e pesadelos que tive na época.

No caso do filme que hoje eu assisti (mais uma vez), VIAGEM AO CENTRO DA TERRA, com Bredan Fraser e que é de dois anos atrás, me fez recordar um que assisti quando muito jovem, criança, antes mesmo da pré-adolescência, na casa dos meus avós paternos em uma tarde de semana na Sessão da Tarde e que voltei a ver novamente muitos anos depois em uma tarde de sábado na Record ou Bandeirantes, não me lembro. Sei que era um sábado de ressaca, deitado no chão frio da sala da casa de minha mãe, tomando muita água.
A MÁQUINA DO TEMPO (1960)


A versão que falo é de 1960 do diretor George Pal, estrelado por Rod Taylor (trabalhou em Os Pássaros e 36 Horas). Lembro das figuras dos Morlocks, que se alimentavam dos Elois. Os Morlocks, para quem não recorda ou não conhece são seres monstruosos, canibais e que vivem nos subterrâneos e os Elois são os seres humanos da época que vivia na superfície. As fantasias dos Morlocks desse filme são cômicas. Quando eles tocam na atriz Yvette Mimieux, você nota as mãos se deformando. Acho que o Fofão do Balão Mágico foi inspirado neles (risos). Já os Elois, são seres narcisistas, que viviam na paz, contemplando o seu mundo. Acredite, esse filme ganhou o Oscar pelos efeitos visuais.
Os Morlocks
Os Elois
Yvette Mimieux


Eu me lembro de um seriado que passava na TV na década de 70-80 (não sei bem a época) em que havia um túnel com círculos pretos e brancos que giravam todas as vezes que os personagens iam viajar no tempo, acho que se chamava O TÚNEL DO TEMPO.

Já o famoso DeLorean que viaja no tempo em De Volta para o Futuro, com Michael J. Fox e o engraçadíssimo Christopher Lloyd, ainda hoje passa na Rede Record e é o mais conhecidos desses que estou citando.
DeLorean

Carpe Diem.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cariri Shopping On Ice

Estive hoje no Cariri Shopping e fui ver de perto como estava indo o primeiro dia do CARIRI SHOPPING ON ICE, Patinação no Gelo. Havia poucas pessoas patinando, mas ouvi muitas conversas, até no estacionamento, de pessoas agendando o dia de patinar.



Em Juazeiro isso é uma novidade. Muitos querem saber ate mesmo como funciona e como se consegue em um lugar tão quente como nossa terra, fazer uma pista de patinação. Não é simples fazer o gelo, mas é simples explicar. Para ser mais simples e claro vou comparar com o congelador da nossa geladeira. Isso, essa que esta na cozinha. Foi instalado um equipamento que libera o gas atraves de uma tubulação que vai até a pista. No local da pista foi montada uma estrutura que segura 4 centimentros de gelo. Esse gelo para ficar no ponto leva 42 horas. Apos isso o gelo pode até criar uma espessura maior, por causa da umidade do ar.

Gostei da estrutura. Vi os instrutores pacientemente orientando os participantes dessa brincadeira saudavel. Uma criancinha de uns 5 anos de idade estava tão feliz que não sabia se olhava para a pista, para o instrutor, para os pais que torciam e fotografavam do lado de fora ou para o publico que olhavam fascinados.

Você pode se divertir patinando por apenas 18 reais por 30 minutos ou 22 reais por 40 minutos.

Bom divertimento... Eu acho que não pagarei o mico de cair. rs.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A CASA DO PAPAI NOEL



A CASA DO PAPAI NOEL EXISTE

Em todo o mundo se comemora o Natal. Em todo mundo você encontra praças, churrascarias, pizzarias, lanchonetes e até funerárias com decorações natalinas. No mundo todo nunca falta uma "verdadeira" Casa do Papai Noel.

Pesquisando na internet você encontra, pelo mundo afora, Casas belíssimas do Papai Noel. Todos os estilos são criados com o compromisso, a qualidade e valor para se certificar de que a casa reflita o verdadeiro espírito do Natal.

A CASA

Construída no inicio do século passado e que serviu de residência de ilustres políticos cearenses durante décadas, hoje é transformada em atração turística (e sem fins lucrativos) durante todo o mês de dezembro. A idealização vem do casal Silvânia e Ivan Bezerra que sentiram a necessidade de um espaço turístico onde o Natal seria o tema.



A historia vem mostrando que tudo vem no seu tempo certo. A época de hoje, com toda tecnologia, vem tirando a fantasia de muitas crianças, mas com um projeto desse porte, sem custo para os visitantes, sem nem um tipo de discriminação, o sonho, a fantasia, o espírito do verdadeiro Natal volta a ser presente nas vidas de milhares de crianças. Casais de varias cidades adjacentes já agendaram os dias para visitarem a casa com seus filhos. A casa não serviu de atração somente para o Juazeiro, mas para todo o Cariri. A casa não serviu só para ser fotografada, mas sim, para trazer de volta aquele sentimento de felicidade de uma época esquecida por muitos e que retoma o lugar correto nos corações de quem a visita.



Durante quatro anos a visitação vem aumentando. No ultimo ano foi registrado mais de 45 mil pessoas de diversos lugares. É estimado que esse ano chegue a quase 60 mil, pois diariamente vem recebendo uma media de 2 mil pessoas, tendo dias que atinge mais de 3 mil.



A casa é dividida em diversos cômodos que não foi preciso mexer na arquitetura original. Entre os objetos que decoram a casa você encontra peças originais de uso da matriarca da família, dona Maria Amélia, e que estão sendo expostos pelos ambientes. A casa também possui objetos e até mesmo móveis doados por particulares para uso durante o período que a casa recebe visitas.



Em cada cômodo uma ajudante do Papai Noel explica em detalhes a historia da casa e que ambiente é aquele.



Logo na entrada, uma das primeiras salas serviu como Memorial dos Bezerra de Menezes. É encontrada uma placa comemorativa com a história política da família, livros biográficos, fotografias históricas de momentos familiares, sociais e políticos.



No quintal, o "bom velhinho" e sua amada Mamãe Noel, recepcionam e posam para fotos junto ao trenó e algumas renas. Ao fundo uma laranjeira é decorada igual aos clássicos pinheiros.



Quem pensa que acabou? Quando a foto com o Papai Noel já está guardada em suas maquinas, o visitante desliga achando que agora o destino é ver todas as maravilhosas fotos em casa. Passamos por uma enorme bota vermelha e encontramos um corredor com fabricas. A fabrica de brinquedos, de doces, a enorme maquina de chocolate... A bela fazenda com direito até mesmo a um poço. Algo interessante é que o poço vem sendo alvo de pedidos secretos, transformado no "poço dos desejos". Os visitantes de tão extasiados, mergulharam na fantasia com toda paixão pela beleza do local.









A LENDA

Seguindo a lenda, de que a criança tem que escrever para o Papai Noel para receber o presente, os idealizadores guardam no primeiro ambiente da casa, junto à cadeira do Papai Noel e a lareira, um baú com milhares de cartas ja recebidas. A distribuição acontecerá na noite do Natal.

O COMPLEMENTO

Como se não bastasse uma casa espetacular, foi construído um presépio enorme no casarão vizinho e será encenado o nascimento de Jesus. Serão mais de 40 atores. Haverá canto do Coral de Anjos da Casa do Papai Noel e uma missa no dia 23, para abertura do espetáculo.

OS VISITANTES ILUSTRES







Goverador Cid Gomes com o Dr. Ivan Bezerra, Papai Noel e Mamãe Noel.

Nesta segunda-feira, dia 21 de dezembro, o governador Cid Gomes tomou conhecimento da Casa do Papai Noel em Juazeiro do Norte. Em visita a região do Cariri, foi convidado pelo idealizador da Casa, Dr. Ivan Rodrigues Bezerra, que também é o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará. Presente no local também esteve o prefeito de Juazeiro do Norte, Dr. Santana, o deputado José Guimarães, o secretário do Desenvolvimento Agrário Camilo Santana.

A casa foi apresentada pelo próprio idealizador, Dr. Ivan Bezerra e sua esposa Dra. Silvânia. Inicialmente, do lado de fora, um enorme presépio que está sendo montado ao lado da casa. Na primeira sala o governador Cid ficou pasmado com o acervo familiar de fotos e livros da família Bezerra de Menezes. Na segunda sala o governador ainda sentou na cadeira do Papai Noel e notou um grande baú com milhares de cartas. Ficou sabendo que aquelas cartas são escritas pelas crianças da região caririense. O Dr. Ivan explicou que no dia do Natal serão distribuídos a aquelas crianças mais de três mil brinquedos, além de maquinas de costura e outros presentes para os familiares. Não haverá sorteio e os brinquedos serão entregues a cada criança que enviou a carta. Em cada cômodo o governador mostrava encantamento e surpresa em tão belo ponto turístico que o Juazeiro ganhou a exatos quatro anos. No "Poço dos Desejos" o governador Cid fez um pedido e jogou uma moeda de 50 centavos, mas não revelou qual o desejo feito. Já o deputado José Guimarães preferiu jogar a sua moeda de costas para o poço.

RESUMO

A casa está servindo de ponto de restauração do verdadeiro espírito natalino. Acredito que não haja um visitante, adulto, que não retome lembranças da sua infância. Em pouco momento naquela casa podemos testemunhar diversas pessoas deixando cair lagrimas. Mesmo o mais cético e mais adulto ser humano é tocado por sentimentos de puro êxtase.

Quanto as crianças... Bom... Quem dera tivesse, eu, visto essa casa em meu tempo de criança, pois acho que teria vivido a minha adolescência com mais paz no coração, com mais amor ao próximo, com mais criatividade no que fazia e acho que teria sido o homem de hoje melhor. Tornaria-me um pai mais presente e mais amável. Contaria historias para meus filhos com mais vida e seriam mais educativas. Essa casa enfeitiça com amor. Não vejo quem possa ter ódio no coração ao entrar nessa fantasia maravilhosa.

Se tanto sentimento aflora em um adulto cético como eu, imagino o que se passa em crianças carentes que vi entrar naquela casa com as roupinhas sujas, calçando uma sandalinhas aos pedaços, cheio de brilho nos olhos, com o coração palpitante, respiração ofegante e um lindo sorriso estampado no rosto. Segurando sua mão, aquela mãezinha com uma camiseta de propaganda de uma drogaria, um lencinho na outra mão, indicando ao seu pequenino onde colocar sua carta para o Papai Noel, deixando transparecer que a esperança de ganhar a maquina de costura está presente eu seu coração cansado de tanta pobreza. O esperançoso guri se afasta da porta da sala onde depositou a carta, como se quisesse guardar o local para que ninguém levasse aquela sua cartinha, tirando sua esperança de, talvez, ganhar seu primeiro presente de Natal de sua vida. Imagine por mim esse sentimento todo, pois eu não consigo.

LOCAL E HORARIO

A Casa do Papai Noel esta localizada em frente a Praça Padre Cícero, no centro de Juazeiro e é impossível não notá-la. Rua Padre Cícero, 362.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

III SÃO ROCK – O DIA EM QUE O ROCK FOI PRO BREJO

A cidade de Brejo Santo mostra que no Cariri não é só forró que tem público. Neste ultimo sábado, dia 13 de junho de 2009, cinco bandas fizeram o maior agito na AABB.

SÃO ROCK, O DIA EM QUE O ROCK FOI PRO BREJO.

Chegamos a cidade por volta das 16h00 e já vi que a noite ia ser muito agitada. Muitos integrantes de bandas já estavam tomando umas e ouvindo algumas bandas maravilhosas. Ouvi uma banda passar o som e fui ate lá ver qual. Projeto Void, banda de Fortaleza que faz covers do Rush.

Fomos ao hotel tomar um banho para voltar de vez para o grande São Rock. Voltamos as 20h30 para o local.



Para iniciar o São Rock foi chamado a banda de Juazeiro Holly Hood, que é formada por Victor Marcel, no baixo e vocal; Michel Macedo, guitarra; Ana Geórgia, teclado; Remy Oliveira, na bateria. Essa banda foi criada para trazer lembranças de quem viveu os anos 1980 e inicio dos 1990. Com clássicos do hard rock como Love Hurts (que até Ovelha cantou), Radio Ga Ga, Eye Of The Tiger (aquela mesmo do Rock Balboa) e The Final Countdown, do Europe, alem de muito mais. Uma grande surpresa foi o belíssimo vocal de Victor que pensei não combinar com a proposta da banda e ao ver em sua performance, me deixou muito curioso em saber como o cara ainda não fazia sucesso aqui na região. O cara cantou Love Hurts com uma qualidade excepcional. Não desafinou ou fez feio uma vez se quer. Difícil foi eu acreditar que era ele que cantava, mas, enfim, eu estava lá na frente dele e não estava errado. Já tinha visto a tecladista, Ana Geórgia tocar em uma banda de reggae uma vez só. Hoje, ela me fez ver que tem muito talento. Quietinha em seu canto fez sua participação valer a pena e arrancou do publico gritos e palmas quando fez a conhecidíssima intro de The Final Coutdown. Michel, que já dispensa elogios e comentários longos, fez sua apresentação singular com belíssimos solos e ainda arriscou uma vez ou outra umas mudanças na execução que não digo se foi improviso ou propositalmente modificadas em ensaios. Gostei muito como um garoto que ainda nem completou 18 anos consegue tocar com tanto gosto musicas de quase 30 anos atrás. Remy Oliveira tem uma pegada forte e sempre segura. Apostar que esse talento um dia será disputado por bandas de renome por esse Brasil a fora é ganhar com certeza. Não houve melhor escolha para o inicio dos São Rock. Fez com que o publico se animasse e já acolheu junto, ao minúsculo palco, aquela multidão. A banda Holly Hood tentou encerrar a apresentação por duas vezes e tiveram que voltar e tocar o que não tinha no repertório como Smoke On The Water, do Deep Purple. Deu pra ver que eles estão em uma sintonia maravilhosa e que também estão muitos satisfeitos.



“Vamos de rock brasileiro?”. Assim o Paulo Henrique começou o show do Dona Chicá, banda Berjosantense, e já foi mostrando o Clitóris, do Titãns, mas logo logo eles estavam com varias musicas estrangeiras no repertório. A banda não tinha um estilo definido, mas mostrou muito entrosamento entre os músicos. O baterista Daniel entregou aos colegas uma de suas composições intitulada “Todos Os Anos De Sua Vida” e fizeram sucesso quando foi tocada. A outra musica de autoria da banda foi “Tudo” que também parecia já ser conhecida do publico presente. Um grande destaque, para mim, foi o guitarrista Ciderly que tocou maravilhosamente bem, apesar das paradas obrigatórias por problemas técnicos com a guitarra, cabo e caixa. A banda é formada por Paulo Henrique (vocal e guitarra), Ciderly (guitarra solo), Weyne (baixo) e Daniel (bateria). Teve a participação de um baixista, o Déda, que tocou 3 musicas.



Artur Menezes, de Fortaleza, foi a atração seguinte. Debaixo de uma ovação impressionante sobe ao palco. Já conhecido e com longa bagagem fez um show singular. O blues que o cara toca vai por todas as fases conhecida do estilo. Ouvi B.B. King, Hendrix e muitos outros. Impressionante como o cara faz parte da guitarra. Seus companheiros não fizeram feio. Seguido por um baterista e um baixista, Artur ampliou o repertorio e traçou naquela cidade um destino de novos seguidores do blues. Já próximo ao final do show, Arthur mostra uma arte do guitarrista Ciderly. Uma Double Neck feita com muito carinho e tocada com muito amor. O cara fez solos magníficos e mostrou que grandes instrumentistas e grandes artistas podem ser encontrados num só lugar como o Cariri. Artur Menezes, guitarra e voz foi acompanhado por Wladimir (bateria) e Lucas Ribeiro (baixo).



Mais uma atração de Fortaleza entra para deixar esse saudosista em alvoroço. O Projeto Void caiu como um presente. Tocando só musicas da banda canadense Rush, entraram com muita garra, já fazendo todos gritarem. Os mais animados fizeram coro pedindo as músicas que mais gostavam. No repertorio ouvimos os grandes hits da banda como Tom Sawyer, Yyz, A Farewell To Kings e muitos outros. No total foi aproximadamente treze musicas. Vale ainda destacar a boa performance do guitarrista Walber e a habilidade do baterista George. O vocal estava impecável. As vezes, me atrevo a dizer, parecia que o próprio Geddy Lee estava naquele palco. Musicalmente, idênticos. O Projeto Void já vem na estrada a aproximadamente um ano e nasceu em Fortaleza, nossa capital cearense. A formação é Rildevar (vocal), Walber (guitarra), Marcio (baixo), George (bateria) e Delmiro (teclado).



Encerrando a noite tivemos a banda juazeirense de heavy metal, Glory Fate. Já quase 5h00 da matina, entram ainda com disposição de inicio do show. O público era menor, porem animados e alegres. O repertorio entrou alguns covers, como “Paranoid” do Sabath e “Aces of Spades” do Motorhead. Mesmo o dia amanhecendo e algumas pessoas já se entregando ao cansaço de uma noite cheia de peso, ainda houve gargantas para gritos quando Michel incorporou Darth Vader. O excelente baterista Remy Oliveira soltou mais seu espírito de metal e com caretas e bela pegada, amplia a força da banda, dando mais corda ao baixista Victor e o vocalista Markin. Com isso a banda deu mais fôlego ao publico que não queria que o show parasse. A formação é com Markin (vocal), Michel (guitarra), Victor (baixo) e Remy (bateria).

Ao fim dessa jornada maravilhosa que ouvimos dos hits oitentistas, passamos pelos pops brasileiros, viajamos pelo Mississipi, caímos no Canadá e chegamos ao mundo do metal, entrego-me a prazer de uma noite que se torna infindável com os riffs de guitarras espetaculares que ficaram ecoado em meus ouvidos até agora.




Um público alegre e participativo, cheios de histeria, comoção, loucura bem parecida aos que acontece com grupos de boys band. Perfeito, digo, esta noite foi isso. Posso dizer que tive um grande prazer de “tocar” com minha câmera fotográfica nessa noite em Brejo Santo. Um publico seletivo e maravilhoso como o que tivemos nesse III São Rock, mostra que logo o evento terá data certa e local para os próximos. Se tornará eterno.


Estava estampado nas camisetas do evento:
“Tudo depende da força da conseqüência”
José Moreira de Sousa – Filosofo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

CAETANO VELOSO - ZII E ZIE - APPLAUSU'S - JUAZEIRO DO NORTE (30/05/2009)

Sente-se em uma poltrona, confortavel; Ligue seu "Subwoofer"; Sua tela de 43 polegadas de plasma já esta ligada e play... O DVD começa a tocar. O ambiente é maravilhoso, muito conforto, visibilidade do artista na tela esta cem por cento. O som... Nossa! Você está com sua bebida predileta do lado e toma mais uma golada deliciosa.

Imaginou essa cena? Otimo. Guarde para você. Não há nada igual ao que foi mostrado nesse ultimo sábado, dia 30 de maio, aqui no nosso Cariri. Caetano Veloso, pela primeira vez em nossa região mostrou não só seu ja incontetavel talento, mas mostrou que sua equipe sabe fazer o melhor.

Lançando mais novo album "Zii e Zie" (que em italiano quer dizer "tios e tias"). Três músicos o seguiram no palco, era a BandaCÊ. Muitos aplausos e assobios. Muitos gritos e elogios. Assim iniciamos o nosso grande show.

Voltando um pouco as origens, Caetano mostra uma performance junto a um misto de eletronico pop ao da "musica industrial", passando por rock e samba eletronico. É uma nova fase que se abre na longa carreira do cantor baiano. Ao que me fez ver e sentir é que com esse estilo "novo" do Caetano, houve uma nova criação de fans jovens. Já os antigos, se decepcionaram com o repertório do artista, esperavam antigos sucessos.

Por onde voce andasse na casa de shows ouvia-se um ou outro gritando nomes de antigas músicas do artista como: Leãozinho, Odara, Beleza Pura, Épico, Esse Cara, entre muitas outras. Na verdade eu poderia dizer, exageradamente, que foram dezenas de nomes de músicas antigas de Caetano que eu ouvi ali, naquela casa de espetáculos.

No setlist dessa tour, Caetano trouxe para Juazeiro somente umas poucas músicas já bem conhecidas dos caririenses. Ouvi ali "Irene", "Não Identificado", "Força Estranha" e as músicas do seu novo album, alem de outras mais, em inglês e espanhol.

O palco foi decorado com uma asa delta, projeções de videos que por vezes eram cenas de lugares citados na música em evidencia. Dedicou musicas a suas irmãs Irene e Maria Bethania, alem da dedicação ao grande dramaturgo carioca Augusto Pinto BOal, ou simplesmente, Augusto Boal.

Quando menos eu esperava, estava o publico seguindo Caetano com "Objeto Não Identificado". Caetano simula o fim do espetáculo, convida os musicos para frente do palco e depois corre para o camarim e os musicos o seguem. Com tantos aplausos e pedidos de bis, mais uma musica é tocada: "Força Estranha". O publico delira e canta com o artista.

Infelizmente nossa região não soube compreender que Caetano esta lançando seu novo trabalho e tem que cantar as musicas novas. Na hora do show era um alvoroço diante do palco e nas cadeiras. Os camarotes amarrotados de pessoas ilustres como deuptados, medicos, empresarios, musicos (e só eu de fotografo - risos).

Muitas alegrias, historias e reencontros. Todos foram felizes, mas por simples fato de serem alimentados por musicas conhecidas e ja batidas, dizem que o show foi negaçao e esquecem o quanto foram felizes na hora do espetáculo. O som estava maravilhoso e arrisco ate a dizer que nunca esteve tão audivel e tão bem mixado antes nessa região. O repertorio muito bem elaborado. Caetano se entregou ao público caririense com carinho e calor e mostrou isso em muitos momentos do show, como nos momentos em que lançou grandes beijos ao pessoal dos camarotes, de um lado, do outro. Abraçou o proprio corpo com um belo sorriso para os que estavam quase subindo ao palco. Abriu os braços e deu aplausos entusiásticos para toda a casa de shows.

Essa presença desse ícone da musica brasileira no Cariri foi muito importante para mostrar que temos publico suficiente para lotar qualquer casa de shows e abraçar presenças fantasticas de qualquer estilo musical.

Resultado: Show espetacular.

sábado, 23 de maio de 2009

DIHELSON MENDONÇA - PRE-LANÇAMENTO DO CD "A BUSCA DA PERFEIÇÃO" (CCBNB - 22/05/2009)

Personagem da musica caririense com um estilo classic jazz, Dihelson Mendonça, fez um verdadeiro concerto musical no CCBNB (Juazeiro do Norte), nesta sexta feira, dia 22 de maio de 2009.

Um virtuoso pianista, suy generis (arrisco, até, chamá-lo de enigmático). O mesmo não precisa falar de si ou sua musica, o mundo já fala.

Ouvi o mesmo proferir esta noite que quando um músico toca em recepções, casamentos, nos bares, nas noites e tal, se torna conhecido tocando musicas de famosos e pode haver bons reconhecimentos, mas quando toca suas próprias composições, são criticados pela falta de criatividade. Com esse maestro podemos dizer que suas musicas ao serem compostas, já nascem no gosto de quem o ouvir tocar. As composições que me deliciei hoje não há uma prolixidade desnecessária e tediosa. Entre melodia e harmonia, se salva também a criatividade e individualismo de arranjos maravilhosos. Em certos momentos, alguns desses efêmeros, Dihelson cultiva uns contrastes, colocados os extremos próximos um do outro como uma forma de expressão: consonância e dissonância, humor e seriedade, tradição e rebeldia, simplicidade e complexidade, hesitação e convicção, silêncio e verbosidade.

Em obras alheias, como Noturno de Chopin, ele demonstra ser tão criativas que seus arranjos fazem dessa nova roupagem uma que desejaríamos como continuação da obra original.

Em uma dedicação feita a Bach, com um lindo som de cravo, um poema e uma voz (Luiz Carlos Salatiel), "Só Deus é Perfeito" oferece ao nosso siso frases verdadeiras e sons em perfeita harmonia e ouvi, claramente e ainda ouço: "Somos seres alados, somos seres alados. A arte nos deu asas...".

A beleza melódica da musica de Diehlson é mais viva em compassos ligeiros, tipo os allegrettos ou allegros. Nas suas composições sempre há uma variedade de melodias seccionadas e estruturadas no jazz clássico. Às vezes me vinha a impressão de ouvir uns rondós. Ouvi diversas incidências musicais nas composições tocadas nessa noite maravilhosa. Em sua interpretação de "Besame Mucho", ouvimos também "Perfídia", um misto de tango e jazz que encerrou com uma composição de John Barry.

Este foi o pré-lançamento do CD “A Busca da Perfeição”. Espero ser convidado
para o lançamento oficial.




sexta-feira, 22 de maio de 2009

DR. DIVINE - SESC JUAZEIRO DO NORTE - 21/05/2009

Na hora marcada, as 20h em ponto, o guitar player Bergson e o drummer Raniery dão inicio ao show, seguidos pelo expert bass Carlos Lima que entra com um som grave que se alinha e contrasta ao agudo do solo feito pelo Bergson na já conhecida “Facing The Devil” (de autoria dos próprios). Jivago entra no palco, com aplausos e assobios da platéia, jorrando força e muita animação.
 


Nesta noite eu retornei aos anos 80 quando ouvi Big City Nights do Scorpions, com um releitura feita pelo esplêndido Dr. Divine no SESC Juazeiro do Norte, Teatro Patativa do Assaré. Com a diferença de uma guitarra a menos, o grupo de Hannover, Alemanha, foi lembrado no repertorio da Dr. Divine, que só tocou três covers: “She Made Me Cry”, dos brasileiros Pholhas, lançado na decada de 1970, uma balada que o Dr. Divine deu uma nova roupagem com distorções e peso. Ficou ótima, não tão melosa como no original, e os integrantes fizeram otimo trabalho de arranjo. Foi a terceira musica no playlist. “Big City Nigths” foi o segundo cover e é um hit lançado no album “Love at First Sting” de 1984, no mesmo da consagrada e manjada “Still Loving You” do Scorpion. Foi a sétima musica do playlist. Como sempre, encerrando os shows, “Rock’n’Roll All Nite”, do álbum “Dressed To Kill” de 1975, do grupo americano Kiss. Indiscutível que eles tocam muito bem, vale ressaltar.
 
O publico era pequeno (leia-se FIEL), mas a animação era de muitos. As conversas de palco, as brincadeiras, os solos, as peripécias, as distorções, fizeram desse evento muito especial e animador.
 
O som do Dr. Divine está ficando cada vez mais profissional, posso ate mesmo adjetivá-los como excepcionais, e de excelente qualidade. Essa banda Juazeirense já vem fazendo sucesso e adeptos desde 2006. A técnica vem mostrando que esta sendo aprimorada a cada dia e o prazer dos rapazes de tocar, vem sendo mostrado pela luta incessante de compor mais um trabalho de estúdio.
 
O show dessa vez não trouxe as ajudantes de palco, Morgana e Pamela, mas foram lembradas.
 
Na agenda do Dr. Divine já está agendado show em Crateús, no dia 04 de junho de 2009.
 
Playlist:
Facing The Devil
Red Maverick
She Made Me Cry
Someone
Angel
Dancing With The Masked Ones
Big City Night
Night Child
My Rock’N’Roll Band
Rock’N’Roll All Nite
 
Todas as musicas de autoria da Dr. Divine, exceto: “She Make Me Cry”, Pholhas; “Big City Night”, Scorpions e “Rock’N’Roll All Nite” do Kiss.
 
Formação:
Vocal: Jivago
Guitarra: Bergson Young
Baixo: Carlos Lima
Bateria: Raniery Dionísio
 
Visite o MySpace da Dr. Divine e confira informações e os videos: http://www.myspace.com/drdivine