sábado, 2 de maio de 2009

REINAUGURADO O ESTUDIO DE ROGÉRIO NO CARIRI SHOPPING

Eu aprecio arte em todos os âmbitos e tenho um grande respeito por aqueles que têm talento e coragem suficiente para mostrar seu trabalho, permanente, sobre a pele dos outros. Trata-se de muita coragem mesmo. Segurança de saber que vai fazer a coisa certa e perfeita, sem erros. Quando se tem esse talento, não se pode desperdiçar se escondendo em um local qualquer. Tatuagem é uma arte que vai ser permanente com os clientes para o resto das suas vidas.

Imagina que se você pinta uma tela, em óleo, pastel, guache, acrílica, e não gostar, então pode passar uma grande camada de tinta sobre a tela, passar um solvente ou somente jogar no lixo e pegar outra tela em branco e iniciar novamente o mesmo trabalho ou outro qualquer. Agora você pensa na responsabilidade que alguém, com a arte da tatuagem, precisam ter para confiar que só tem uma chance de fazer aquela pintura. Imaginou?

Quem usa tatuagem pode ser admirado e respeitado por muitos e também ser discriminado por outros mais. Até um tempo atrás você precisaria de muita coragem para andar em Juazeiro com uma tatuagem em lugar bem visível. Ver a funcionaria ou funcionário da sua loja de roupas, da sua ótica ou mesmo do seu supermercado com uma tatuagem visível em seu corpo era algo quase impossível de se ver.

Nessa ultima quinta-feira (30/04/2009) foi reinaugurado o estúdio de Rogério Tattoo que continua no Cariri Shopping (Juazeiro do Norte), na loja no piso inferior, abaixo da Praça de Alimentação.

A reinauguração foi regada com Jack Daniel’s, Red Label, cervejas e muitos salgados, refrigerantes, energéticos e muito som. Os amigos estiveram em peso para essa comemoração que foi até as 22h.

Rogério já é conhecido na região por sua grande qualidade como artista. Vale a pena confiar e ter uma arte desse cara.

Confira algumas tatuagens na pagina (copie e cole no navegador):

http://www.portaltattoo.com/tatuadores/artista.asp?ID=9911

Confira as fotos feita no dia e deixe seu comentário.

















terça-feira, 28 de abril de 2009

ABRIL SHOPPING FASHION

Esta acontecendo mais um evento no Cariri Shopping e ontem eu compareci no local. É um desfile de moda das diversas lojas que existe no shopping.

Posso afirmar que dessa vez utilizaram mulheres e rapazes bonitos.

Já fui a diversos desfiles, mas esse eu achei muito insosso. Poucas pessoas prestigiando o evento, poucos donos de lojas presentes. Sem muita organização. Na verdade pode-se acrescentar muitas outras coisas não agradáveis, mas isso seria bom se você tivesse no local. Parabenizo alguns dos profissionais, outros, prefiro esquecer que estiveram lá participando.

Essas foram algumas fotos feitas no local.




















Confira mais fotos no nosso site:
www.carcaramultimidia.com.br

domingo, 26 de abril de 2009

Armazém do Som - Bandas de Garagem (parte V e VI)

QUINTO DIA 24/04/2009
 
Não sou nenhum detrator do movimento reggae e quem me conhece sabe que não é minha praia o estilo. Este blog nasceu para minhas historias e fotografias. Meu senso critico continua racionalmente ativo para que não agrida nem um tipo de grupo, etnia, raça, credo ou seja lá o que vier pela frente.
 
Hoje, eu tenho que admitir que o Sesc Juazeiro estava quase tendo orgasmo coletivo na quadra coberta. O publico participou intensamente do show. Foram três bandas de reggae que esbanjavam muito talento, técnica e força de vontade.
 
O reggae tem suas peculiaridades. A dança geralmente é contagiante e quem foi ali, no Sesc, foi para se contagiar.



A primeira banda chama Dona Flor. Nome interessante. Quando você chega diante do palco pode deduzir o porque do nome ser no feminino. No batalhão da frete você já encontra três lindas mulheres, a Fran, Ranny e Bel. Logo mais atrás de uma delas, mais uma mulher com a guitarra: Yanne. De principio posso falar da presença de palco e desenvoltura dos integrantes. A vocalista levou bem seu batalhão de frente e os demais integrantes não deixaram por menos. O repertório era um dos melhores da noite e só estava começando.



Com a entrada da Tribo Cariri, banda cratense, o público já estava mais solto e mais alegre. Em bandas desses estilo você sempre ouve clássicos de Bob Marley, Jimmy Cliff e até de Gilberto Gil e se aliam a outros sucessos de estilos variados, como no caso, aqui, o grande sucesso dos anos 70 de Hyldon que foi regravado pelo grupo de pop rock Kid Abelha “Na rua, na chuva, na fazenda (casinha de sapê)" cantada pela vocalista Isabela. Havia muito profissionalismo na Tribo Cariri. A percussão era uma participação especial vinda da banda Liberdade e Raiz. O guitarrista trouxe solos seguros, o baterista bem sintonizado levantavam mais o astral daqueles que já se aglomeravam mais próximo ao palco. A vibração do show foi uma maravilha e você via a banda se entregar rapidamente ao publico presente e ainda mais felizes eles ficaram quando o Alisson (guitarra base) fez sua participação no vocal em duas músicas. Impressionante a voz do cara. O público pediu muito por um bis, mas que infelizmente, não foi possível pelo tempo destinado as bandas.



Para a banda Liberdade e Raiz cair na graça de uma boa e grande gravadora falta muito pouco. Impressionante a qualidade do vocal André Ferreira, além de sua performance com danças típicas do movimento reggae. Havia muita técnica no grupo e muita disposição também. Houve uma interação incrível com o publico também. A percussão ainda estava ali, voltando do empréstimo para a Tribo Cariri. Os movimentos do Rogério (percussão) eram precisos. Você notava claramente que ele gostava de improvisar bastante, e não dava uma fora. Em “O matuto do sertão” e “Chapadinha” houve dois poemas recitado, de autoria do André Ferreira. Em “Chapadinha” o poema se destaca por ser uma defesa do nordestino. Ao final, “Princesa do Cariri” que é uma homenagem ao Crato. Só lamento aquela frase de apoio à Juazeiro, ta André?



Sendo ovacionado por todo o público, encerrou-se mais uma noite, a penúltima, com o Festival Armazém do Som – Bandas de Garagem. Muito gratificado, o público vai se retirando da quadra com muita alegria e, só lamentando, ter terminado. Para mim que estive em todos os shows e chegava no inicio e saia apos terminar, foi cansativo, mas valeu a pena. Um festival deste nível em Juazeiro do Norte só podia ser sucesso. Parabéns mais uma vez, Sesc Juazeiro do Norte.

SEXTO DIA 25/04/2009
 


Voltando ao reduto nesse último dia do festival, com ansiedade para ver como seria e curtir mais musicas de bandas nossas, eu entrei com meus instrumentos de guerra: câmera, tripé, notebook e uma simples caneta e um papel no bolso. Agitado eu já busquei encontro com os organizadores e logo me alojei junto com a equipe de som ao lado do palco. Ainda não tinha sido liberado a entrada do pessoal e antes de entrar eu já fui dando abraços e apertos de mão em todos lá fora. O que achei melhor é que vi alguns caras do metal extremo, do reggae, do pop e do alternativo, ali, prestigiando outras bandas de outros estilos. Não dá pra deixar de lado e ignorar esse fato porque isso é importante. Você pode nem gostar do estilo, como eu não gosto da maioria, mas pode prestigiar e aprender um com o outro como curtir e se comportar, além de respeitar.
 
O fato de eu esta no Festival fazendo fotos, não quer dizer que não fui para curtir. Se não fosse fazer fotos estaria pulando, gritando e participando dos shows mais intensamente. Acho que fui filmado pelas câmeras dos fãs presentes e pode-se notar em muitas horas que eu batia palma, soltava berros e batia cabeça em muitas horas. Houve uma super seleção de bandas para esse festival.
 
Sem surpresas inicia-se mais uma, e ultima, etapa do Festival. Hoje o tema Hardcore está presente com quatro bandas. Sabia que ali eu iria ouvir bandas como Dead Fish, CPM 22, Blink 182, Rancid, Fresno e outras.
 
Dead Malaria foi iniciando com uma batida ja forte e chamativa. O publico ainda era pequeno, mas o agito já se tornava grande. Fran começou a cantar e o publico a participar. A quadra era grande, por isso alguns buracos na platéia no inicio, mas logo veríamos que aquele local se tornaria menor. Com o decorrer do show fui me maravilhando com o “pequeno” baterista que fazia um show a parte. Ele soube sintetizar um virtuosismo em sua tenra idade com uma qualidade de quem tem décadas de experiência profissional. Baqueta é o seu nomee 15 sua idade. Expressão natural de quem nasceu para a coisa. Serio e tímido, porem forte e decidido, suas batidas tornavam aquela banda mais que especial. A apresentação impactante desse baterista foi um show a parte, infelizmente ele não fez um solo para mostrar que sabe e que veio para ficar. Eles mostraram que tem um publico deles. O guitarrista tocou com uma corda a menos e deu certo por alguns pontos de vista. O repertorio era variado e tinha covers e musicas próprias.



O Snorf HC entra com um pequeno erro que mais tarde conserta com o sucesso do show. Houve uma falta de sincronia na intro da primeira musica, entre guitas e batera. Quando se vai para um show comum espera-se ver o publico bater palmas, cantar as musicas e ficar olhando para os artistas, mas num show punkrock e hardcore o que se pode esperar são socos e chutes para todos os lados. Uma guerra amiga entre o publico. O nome dessa “dança” é RODA DE POGO. Os saltos do palco, o dito MOSH, começou ja na segunda musica e junto veio uma grande interação. O vocalista Leone deu um show de amizade e fez bem sua parte.



O show garageiro continuou com um pouco de atraso da banda 4º ao Lado para entrar no palco e depois para mudar uma corda do baixo, que digo, agüentou 3 shows ininterruptos. Mas passado esse porre, podemos colher mais um pouco da magia hardcore.

Voltando ao fim dos anos 1970 e entrando aos anos 1980, quem viveu nessa época ou, como eu, curtiu através de registros em vinil, K7, VHS, CD’s e DVD’s, o 4º ao Lado veio trazendo lembranças de bandas como a nacional Camisa de Venus de Marcelo Nova e as internacionais como The Clash, Ramones e Sex Pistols. Quando ouvi o vocalista Marquinhos cantar, vibrei muito e quis até soltar a câmera e dar o primeiro “mosh”. Quando ouvi ele falar me recordei de John Lydon que foi vocalista do Sex Pistols. A voz era muito parecida com a dele quando falava. Mesmo estando o tempo quente, as jaquetas de couro preta deram um visual a banda. Fez um cover do Roberto Carlos com a musica “Namoradinha de um amigo meu” bem dentro do estilo hardcore. Não gostei, mas o publico gostou muito. No decorrer do show o guita base, Cristiano, deixou o palco por motivos técnicos com a guitarra e saltou para o meio do público. Nem por isso o show parou. Marquinhos deu de conta do show juntamente com João Paulo (batera) e Johnny (baixo). As RODAS DE POGOS aumentaram e trouxeram mais animação para o festival. O vocalista, incansável, parecia querer fazer espagati no palco tocando guitarra.


 
Com uma entrada empolgante o vocalista Rafael do Morfin-8 entrou mostrando que os 7 anos da banda valeu para o grupo estava com pique para encerrar o belo festival. Em todo o show o cara pulou incansavelmente e os outros integrantes, mostrando muito peso, deram mais motivos para as RODAS DE POGOS se formarem novamente. Alguns fãs passaram a subir no palco e tomar o microfone e gritar, cantar, xingar tudo na maior alegria de um hardcore. Teve uma resposta muito positiva de todo o publico. Quando foi anunciado o fim do show, o pedido de bis parecia nao ter fim, mas infelizmente não houve acordo. O publico subiu no palco e pediu ao pessoal do som, da coordenação, da banda e mesmo assim não tinha mais como. Mas via-se claramente que a Morfin-8 tem muito ainda para dar ao público.

 
Aproveitando a apresentação da Morfin-8, digo aos demais componentes de bandas que se apresentaram e as que não tiveram chances que recordo certa vez ter ouvido comentários sobre essa banda no inicio onde todos diziam que eles eram ruins. Realmente alguns disseram isso nesse ultimo show e confirmaram que a insistência dos caras mostraram que valeu a pena, porque eles estão de parabéns. Que isso sirva para as outras bandas continuarem, porque é assim que se chega mais próximo da perfeição. Ensaios, aulas, praticas.



O Festival Armazém do Som – Bandas de Garagem veio para mostrar que existem gêneros musicais aqui na região muito diversificado, e que, com essa apresentação de varias bandas foi um passo para que possa futuramente ter mais uma edição desse memorável encontro de estilos e tribos. A equipe técnica, mesmo sem a experiência com esses estilos musicais, fez valer cada apresentação e tornou a vida desses adeptos uma fantasia. As bandas foram escaladas partindo de uma quantidade boa de material fonográfico e as escolhidas tiveram a presença confirmada durante toda a semana.
 
Antonio, o produtor cultural, montou o projeto e executou com profissionalismo e muita paixão pela musica. Como o mesmo já é musico e curte estilos alternativos, tem ouvido e senso critico, selecionou e montou a programação. Se fez presente a cada segundo. Para o mesmo a satisfação beirou o orgasmo pelos resultados obtidos. Os gêneros musicais aliados durante toda a semana do festival ganharam uma apresentação descontraída e dançante, tanto dentro do teatro, que era mais limitado, como na quadra.
 
Para finalizar, querendo continuar escrevendo mais e mais, sem muitas palavras para descrever o festival o melhor é resumir em duas apenas: FOI FODA!!!
 
O que é bom, não dura pouco, dura o essencial. Dura o que podemos curtir. Eu, mesmo fotografando, curti, prestei atenção, aticei meu senso critico, relembrei quando comecei a curtir musica e a ir a pequenos shows, recordei quando apresentei bandas em festivais, exposição do Crato, shows na URCA e lembrei das minhas tentativas de manter uma banda.
 
Esse inebriante festival realmente vai ficar marcado na vida de quase todos os que passaram ali como um dos melhores aqui da região.
 
Não se desplugue desse blog por muito tempo, até a semana que vem uma pagina será recheada com muitas fotos de pessoas que estiveram no show, as bandas e muito mais.
 
Se ligue na pagina: www.carcaramultimidia.com.br
La você vai conferir todas as fotos.

"FESTA ESTRANHA COM GENTE ESQUISITA..."

(Veja as fotos completas, semana que vem no site: www.carcaramultimidia.com.br)





sexta-feira, 24 de abril de 2009

Armazem do Som - Bandas de Garagem (parte III e IV)

TERCEIRO DIA 22/04/2009

Corri, corri... O show estava marcado para começar as 18 horas e eu estava em cima e não queria me atrasar.



A expectativa era grande. O dia era de bandas alternativas e tinha uma que muito estava abrindo a curiosidade das pessoas nos dias anteriores. Era uma banda formada somente por mulheres. Eu não conhecia.
 
Ao chegar no SESC já fui me admirando com a quantidade de pessoas que estavam presente. Muita mulher, muitos jovens, muita gente prestigiando esse evento. Papo vai, papo vem e revejo um e outro. Lembranças de quando eu tinha meus 18 anos e não tinha shows desse tipo. Ainda participei de alguns, mas não houve muitos. Encontrei músicos que tocaram nos dias anteriores e outros que ainda estavam na programação. O papo que rolava era justamente sobre o quanto estava sendo agradável esse festival.
 
As portas se abrem e a massa entra com gosto. Educadamente o publico se acomoda no belíssimo teatro. As luzes mostrando a expectativa de todos e a vontade de alguns, de estar participando, se mostra nos olhares para um palco fácil de se conquistar com a boa bondade e o talento.
 
Godiva’s é anunciado e a gritaria já mostra que a noite promete muito. Alegria e gritaria. Todos partem para frente do palco e logo o teatro se enche. Muitas pessoas indo pela primeira vez, muitas de outros lugares. As quatro garotas tão esperadas estão ali, lindas e felizes. Beleza não faltou no palco, pode apostar. A bateria anuncia e as guitarras e baixo acompanham. Começou timidamente. Infelizmente quando o vocal aparece... No inicio achei despreparo dela, Zizi, mas logo vi que tem alguns fatores que devem ser levados em conta. Na terceira música eu já tinha noticias que nossa vocalista havia estado doente e ainda tinha seqüelas. Ela passara alguns dias acamada. Mas esquecerei esse fato e falarei do que vi e ouvi. A Zizi estava muito desentoada, desafinada e com muita timidez. “Girls just wanna have fun” da década de 1980 cantada por Cyndi Lauper foi a primeira música do repertório da Godiva’s. A quarta música era um cover do Titãs (também da década de 1980) com uma nova roupagem e até interessante. Elas tem muito futuro, a vocal também fazia a guitarra base e, nesse instrumento, tocou bem. Meninas, à luta!! O futuro de vocês pode ser brilhante.
 


Papagaio do Futuro. Esse é o nome da banda que entrou em seguida. Achei o nome esquisito, mas naquele ambiente, quem não é esquisito? Achei que era mais uma bandinha porqueira que estava preenchendo mais um espaço vazio, mas logo vi que estava enganado. Foi uma apresentação de causar inveja a muitas outras que já tinham passado. Através de um contato eu fiquei sabendo que eles só tinham feito um ensaio e no dia que iam tocar. Começaram com Raul Seixas e com mudanças no arranjo. Os Beatles vieram em seguida e ai eu passei a ter certeza que a noite nao só prometia, cumpria maravilhas. A performance dos caras foi agradável e houve interação com o publico e o publico respondia com grande paga que eram os gritos e aplausos. Quando eles tocaram “Little Wing”, de Hendrix, foi incrível, a reação do público foi de está assistindo ao próprio tocando sua música. No fim ainda ouviu-se alguns gritarem “toca fogo na guita, toca fogo!”. Surpreendente repertorio, nada convencional, diferente das outras bandas que geralmente buscam aquelas mais manjadas. Teve solos longos e divididos. Os músicos foram bem profissionais e não posso deixar de elogiar o vocalista por ter bela voz e tocar muito bem. Você conhece Peter Franpton? E Ted Nugget? Não? O cara me lembrou o jeito desses dois grandes guitarristas que fizeram muito sucesso décadas atrás.


 
Após o espetáculo inesperado do Papagaio, agora era hora de mais uma surpresa. Konstance. Achei o nome diferente e fiquei curioso para saber mais sobre o som dos caras. Iniciou tranqüilo, sem agitos. Não vi pessoas gritarem o nome da banda. De repente... Distorções, longos solos, psicodelísmo, profissionalismo, técnica, muita técnica. Os caras são bons, mas pouco aplaudidos. Acho que o motivo foi somente o fato que eles tocaram três covers e o resto das musicas eram de própria autoria. O publico ali presente gostaram, mas não se animaram na hora das letras, porem nos solos eles deliravam. O baixista tinha muita técnica e muita simplicidade. Parabéns.
 


Assim foi o show do terceiro dia. Houve seus inconvenientes, como alguns engraçadinhos que aparecem para fazer piadas, mas não atingiu em nada o espetáculo. Se não gosta, não vá.
 
QUARTO DIA 23/04/2009
 
Esse não é um dia para qualquer tribo. Muitas distorções, muitas cabeças batendo, muito METAL!
 
Poucos usavam roupas que não fosse preto. Vi pessoas numa ansiedade incrível para que começasse logo. Hoje era um dia muito diferente.



Para iniciar tinha que ser realmente com uma banda ja conhecida e com integrantes conhecidos e não podia ser outra, se não, Dr. Divine. No palco havia a participação especial de duas lindas manequins, uma de topless e a outra com um fio dental muito interessante. Morgana e Pamela. Tomando o resto do palco, uma excelente banda com um repertorio maravilhoso e técnica e profissionalismo para dar e vender. Solos impressionantes. A habilidade do guitarrista é de dar inveja a muitos que estão nas paradas de sucesso. Jivago por duas vezes foi cantar junto a multidão. O povo gritava, elogiava, pedia, assobiava, pulavam, batiam cabeça. Impressionante como eles ja têm um publico fiel e grande. Em “Smoke on the walter” eu vi porque realmente eles tem fãs. Para encerrar tinha que ser com o clássico do heavy metal, “Rock’n’roll all night” e ai houve participação de todo mundo. Muito bom o show.



Para aferventar mais ainda o sangue do público, Born Damned. Com nova formação, eu esperava um pouco mais diferente e tive a alegria de saber que está melhor. Eu vi a primeira apresentação dessa banda no Vitória Régia algum tempo atrás e gostei muito. Agora está bem melhor e agora gostei muito mesmo. O repertório estava muito bem elaborado e até o cover do Arch Enemy estava presente com excelente demonstração de técnica e qualidade. O vocal gutural do Hugo está cada vez melhor e o cara ta dando conta do recado. Os guitarristas, bem sincronizado, faziam a festa da galera que interagiram o tempo todo gritando e pedindo grandes sucessos. Encerraram o show com muita garra e já estou na ansiedade para assistir a próxima apresentação.



Encerrando com muita maestria, Mortorion entra no palco e mostra que o extremo tem seu lugar entre o céu a terra e o inferno. Um trio pesado e com muita responsabilidade. Eles estavam ali alimentando a divulgação de uma tribo muito mal vista pela ideologia. Mas o seu peso, seus timbres e sua garra mostrou que sempre nasce mais um fã para prestigiar a grandiosidade que é o verdadeiro METAL. Em nem um dos shows anteriores eu vi o público querendo subir no palco, mas nesse... Nesse até crianças havia diante do vocalista Daniel Black, batendo cabeça e mostrando que o movimento cresce. Era notório que aquela galera estava ali porque realmente gostava e não por simples modismo. A força que emanava daquele palco era surpreendente. Os integrantes das bandas anteriores estavam ali, fundidos, com o publico que também os prestigiaram. O guitarrista mostrou que tem punho forte e entoou solos rápidos com distorções formadas com proficiência e ouvi por dezenas de vezes aquela guitarra largar gritos de terror e agonia nos ouvidos de um publico sedento por um movimento maior e mais valente do Black Metal caririense.
 


Com esse festival acontecendo no Sesc Juazeiro do Norte, podemos notar que o Ceará, aqui de baixo, no extremo sul, pode e tem como crescer com estilos musicais que vão alem do já, mais que batido, forro e outras coisinhas sem gosto. Parabenizo aos idealizadores do evento pela grandiosidade que está sendo este festival. Ao final deste evento conheceremos como nasceu essa idéia e quem transformou essa maravilha de Festival em realidade.



Para o espetáculo seguinte teremos muitas atrações e mais fotos. Espero contar com vocês para manter o nosso Blog atento a outros bons eventos. Estamos em preparo de uma página para fazer cobertura de eventos desse porte.
 
Não esqueça de deixar o comentário de vocês. Até a próxima.
 
Carpe Diem.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Armazem do Som - Bandas de Garagem (parte I e II)

Em meio a correrias, vamos nos enforcando dia após dia para irmos e vivermos alguns momentos bons.

Nessa semana o Sesc Juazeiro do Norte está com uma programação maravilhosa. Varias bandas estão reunidas e trazendo uma qualidade e atração para nossa região.

A programação é a seguinte:


Na terça, dia 21, houve uma banda extra confirmada em ultimo momento: Jardim das Horas de Fortaleza.

O primeiro dia já foi surpreendendo pela potência e qualidade do baterista da banda Sky Daze que abriu o festival. Seis garotos esbanjando força de vontade e muita alegria. Vi flashs e mais flashs sendo disparados durante toda a apresentação que levou uns 40 minutos. Tem futuro. A performance de palco foi uma negação. Os garotos tinham medo do público e não interagiam, o que dificultava mais ainda para uma qualidade da apresentação. Do lado esquerdo do palco ficou o backing vocal e as duas guitarras. Já no outro canto o baixista procurava uma sombrinha para se esconder. O vocalista líder cantou para o grupo da esquerda. Não tirou o olho deles. Ja o baterista, esse sim, foi destaque. Levantava, tocava em pé, girava as baquetas... Impressionava. Parabéns.


Para transformar o cenário, Rocker. Irreverente e cheia de criatividade essa banda já entrou agitando. Trouxe alegria. Descolou risadas até dos seguranças que estavam trabalhando no evento. O vocalista se transformou algumas vezes e até um sombreiro apareceu de repente. Rebolados, dança e improvisos. Houve interação com o público do inicio ao fim e ainda houve pedido de bis no final. O chato é ter que ouvir muitos covers, mas é isso ai.

Por fim entrou a banda Red Steel. Já começou falhando. O guitarrista foi consertar seu instrumento antes de entrar no palco. O público já estava impaciente e alguns até saíram antes mesmo da banda começar a tocar. Quando iniciaram, até parecia já ter alguma experiência, mas aos poucos mostraram nervosismo ou estavam naqueles dias que sobra o que não presta pra eles. Tocaram, foram aplaudidos, interagiram com o público superficialmente. O único que se deu ao trabalho de se mostrar foi o vocalista. Precisa de mais agito dos outros músicos.

Notei muitas diferenças no movimento musical dos últimos anos pra cá. Com esse evento dá pra notar que as bandas estão começando a nascer aqui no Juazeiro com mais força e incentivo. O rock está pegando seu lugar merecido. As bandas alternativas estão vingando o tempo que ficaram caladas e desprezadas. Vinte e uma bandas foram convocadas a tocar nesse evento. Vinte e uma bandas estão mostrando muita garra e vontade. Espero somente que esses músicos se preparem mais. Procurem ser mais profissionais e levem mais a serio a vida na música.



SEGUNDO DIA 21/04/2009
 
Por motivos técnicos o show começou as 18 horas.
 
Para iniciar o segundo dia tivemos a banda Pieroht. Formada com duas guitarras, dois vocais, um baixo e o baterista, iniciou o dia com muito agito, força e interação. Tiveram espírito e força de profissionais. O repertorio é que deixou a desejar. Eu não sabia que ainda tocavam nos shows as musicas como “Que país é esse?” e outras que nem lembro mais o nome. Uma banda de jovens com um repertorio de antes deles nascerem. Isso é bom? Talvez, depende muito do ponto de vista. Nesse caso, acho que não. Iniciaram muito bem com uma vinheta, que parecia ser própria deles. O guitarrista cantou uma musica de autoria dele mesmo. Não curti.
 
Para segunda banda entrar demorou um pouco, mas entrou com alegria e mais covers. “Que país é esse também estava presente no repertório. Achei muito sem criatividade ou sem competência. Existem muitas musicas expressivas e bonitas do Legião e não são tocadas. Ao menos troquem. O vocalista estava elétrico e o baixista o acompanhava. Não sei quem mais se apresentou dos dois.
 
Voltando aos anos 1970 e 1980, em um estilo Made In Brazil, o BR 87 detonou e mostrou um verdadeiro rock’n’roll. O guitarrista mostrou ser um show man, o baterista era o vocalista principal, apesar de dividir o posto com o lead guitar, show man... O baixista matou a pau. O cara tocava como se fosse o proprio baixo. As cordas iam para o dedo do cara. Ele é muito bom. Para finalizar a apresentação, o BR 87 tocou um blues muito gostoso que animou a galera.
 
B’Haves foi a quarta banda da noite. O BR 87 deixou a galera toda acessa. Enquanto montavam o palco, eles agitavam ao som de um metal gostoso que rolava no telão e continuavam aquecido. Mas ao entrar, o seu estilo era mais leve, mais compassado, mais suave. Parecia balada diante do que rolou antes e durante a preparação do palco. Mas tudo bem, venhamos e convenhamos, os caras pelo menos não atravessavam. Tocaram bem, tiveram presença de palco e deixaram o publico contentes do meio para o final. Na verdade eles prepararam o publico pro show seguinte. Tiveram presença de palco através do vocalista porque os demais integrantes fizeram sua parte em seus cantinhos.
 
Encerrando a noite tivemos uma atração contratada de ultima hora, um belo trio de Fortaleza, Jardim das Horas. Um estilo diferenciado das outras bandas que se apresentaram antes e no dia anterior. Uma batida eletrônica, outra hora psicodélica. A vocalista, assediada pelo publico masculino, e sua voz lembrava a irlandesa Dolores O’Riordan vocalista do Cranberries. Sua performance no palco combinava com as musicas, porem ouvi algumas risadas de pessoas que acharam engraçada. Um dia o povo acostuma a acompanhar essas “coisinhas”. Ia esquecendo... Eles usaram um notebook com o cakewalker para rolar as batidas eletrônicas.
 
Mais um dia. Amanha estaremos de volta.